quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Análise dos MCM pela Indústria Cultural


Como analisar os meios de comunicação atrelados a grandes empresas? Um caminho para introduzir a reflexão está no conceito de Indústria Cultural, que aparece pela primeira vez no primeiro capítulo do livro “Dialética do Esclarecimento”, de Theodor Adorno e Max Horkeimer. O conceito tem função de mostrar como os bens culturais são transformados em mercadorias. Nesse sentido, o conceito aproxima-se à noção de fetiche da mercadoria de Kal Marx. O que estaria no interior desta análise é a servidão da cultura aos ditames do mercado capitalistas. Enquanto no âmbito da arte, sua produção fica banalizada na função do entretenimento, na produção da informação estaria em questão a manutenção do status quo. A ideologia dominante teria esta função de organizar a realidade a manter a hierarquia social, ou seja, fazer com que a opinião de uma minoria passe a ser também a opinião da maioria.

Seguindo este princípio, os grandes meios de comunicação tem um importante papel no Estado Moderno (ou burguês), de moldar a opinião da maioria. Uma boa forma de observar este trabalho silencioso (sendo que o sentido ideológica fica oculto na mensagem) é perceber o tom depreciativo às políticas que não são destinadas à manutenção das forças dominantes. Quantas vezes são agregados outros sentidos a determinados fatos? Como na proposta da Fenaj de criação do Conselho Federal de Jornalismo, em 2006, quando as grandes empresas de comunicação associaram este projeto ao governo federal e a práticas de estados totalitários, como o nazismo e o fascismo. No âmbito do entretenimento é comum o povo latino fazer o serviço sujo.

Conceitos como Indústria Cultural, ideologia, fetiche, alienação e reificação são importantes para estabelecer uma crítica à sociedade capitalista.


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